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terça-feira, 17 de agosto de 2010

As Bem Aevnturanças do Idoso

Bem-aventurados os que me olham com simpatia
Bem-aventurados os que compreendem meu lento caminhar
Bem-aventurados os que falam em voz alta para diminuir minha surdez
Bem-aventurados os que apertam com calor minhas mãos trêmulas
Bem-aventurados os que notam que meus olhos já estão nublados e minhas reações lentas
Bem-aventurados os que sabem disfarçar ao verem que derramei a xícara de café sobre a mesa
Bem-aventurados os que se interessam pela minha longinqua juventude
Bem-aventurados os que não se cansam de ouvir as minhas histórias, que frequentemente repito
Bem-aventurados os que compreendem minha necessidade de carinho
Bem-aventurados os que me fazem compreender que sou amado e que não estou abandonado nem sozinho
Bem-aventurados os que me presenteiam parte do seu tempo
Bem-aventurados os que percebem a minha solidão
Bem-aventurados os que me acompanham no meu sofrimento
Bem-aventurados os que entendem que me custa muito encontrar forças para levar minha cruz
Bem-aventurados os que alegram os dias da minha vida
Bem-aventurados os que me acompanharem e facilitarem a apssagem final à Pátria Celeste com amabilidade e compreensão

Quando entrar na vida sem fim lembrar-me-ei deles diante do Senhor Jesus.

Autor desconhecido (recebido por email), 2002.

Tema: terceira idade, convívio, família. Tipo: poesia.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

As árvores do vizinho

Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.

Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer. Um certo dia, resolvi aproximar-me do médico e perguntar se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava.

Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria.
Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo. Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries.

Passados vários anos, retornei do exterior e fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes, e entendi que o médico, meu antigo vizinho, havia realizado seu sonho!

O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como que não resistindo ao rigor do inverno. Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda.

Que efeito curioso, pensei eu... As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado,sendo privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto, o tratamento mais fácil, jamais conseguiriam.

Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus dois filhos. Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, rezo por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis: "Meu Deus, livre meus dois meninos de todas as dificuldades e agressões desse mundo"...

Sei que meus filhos encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas rezas para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar. Portanto, pretendo mudar minhas orações. Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida é muito dura.

Rezamos demais para termos facilidades, mas na verdade pedidos desse tipo são raramente atendidos. O que precisamos fazer é pedir para que consigamos desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos simplesmente varridos para longe.

Autor Desconhecido (recebido por email), 2001.

Tema: educação, família, oração. / Tipo: conto.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Deus criou você

(poesia para Aniversário).

Um dia, Deus estava a pensar.

Em seu coração, o desejo imenso de criar
Alguém que ele pudesse amar
Alguém que pudesse amar...
Alguém que existisse para ser feliz...

Então teve uma idéia!

Resolveu, com amor e ternura,
Criar você: por amor e para o amor!

Nesse momento, Deus exultou de alegria,
Em saber que você, iria se tornar realidade.
E assim aconteceu... Você veio a existência,
E para a alegria de toda a humanidade,
Você nasceu!

Toda a criação ficou radiante,
Ao ver tamanha obra prima das mãos do Criador!
Você é importante... Você é a inspiração
Amorosa do Pai do céu!
Seja feliz hoje e sempre!
Nós amamos você!

FELIZ ANIVERSÁRIO

Autor desconhecido (enviada por Alessandra, Assembléia, SP, 2001).

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A quem amamos?

Um soldado finalmente estava voltando para casa, após a terrível e longa guerra. Ele ligou para seus pais, e lhes disse:

- Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a lhes pedir.
- Claro meu filho, peça o que quiser!
- Eu tenho um amigo que eu gostaria de trazer comigo.
- Claro meu filho, nos adoraríamos conhece-lo!
- Entretanto, ha algo que vocês precisam saber.Ele foi ferido na ultima batalha que participamos. Pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. O pior é que ele não tem nenhum lugar para onde ir. Por isso, eu quero que ele venha morar conosco.
- Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar onde ele possa morar e viver tranquilamente!
- Não, eu quero que ele venha morar conosco!
- Filho, disse o pai, você não sabe o que está nos pedindo. Alguém com tanta dificuldade, seria um grande fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver pôr si mesmo...

Neste momento, o filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um telefonema da policia. O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A policia acreditava em suicídio. Os pais angustiados foram levados para identificar o corpo do filho.

Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, descobriram algo que desconheciam: O filho deles tinha apenas um braço e uma perna.

Autor desconhecido (recebido por email), 2002. Tema: amor incondicional, família. Tipo: conto.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Teste - Você é bom professor?

Autoavaliação e reflexão.

Cristina G., SP, 2000.

Some 5 pontos para cada resposta "Sim".

  1. Você ora diariamente pelas crianças de sua turma?
  2. Você é fiel, sempre presente, quer chova, quer faça sol?
  3. Você chega antes da hora de começar o CI/ED ficando a disposição das crianças para conversar com elas ou ouvir seus problemas?
  4. Você lê de antemão pelo menos um esboço das "lições" do ano ou do semestre para saber o conteúdo do ensino de sua turma durante o período?
  5. Você pode expressar numa frase o propósito do ensino de cada aula?
  6. Você tem procurado guiar suas crianças a Cristo como o Salvador, Amigo e Senhor?
  7. Suas crianças entendem que a lição vem da Bíblia e não apenas de uma revista?
  8. Você usa um vocabulário que suas crianças entendem facilmente?
  9. Você faz perguntas e encoraja as crianças a comentarem o assunto do dia?
  10. Você começa o preparo da lição pelo menos 5 dias antes do dia do CI/ED?
  11. Se acontecer alguma coisa engraçada durante a aula, você ri com os demais, e depois, aproveita o acontecido para voltar ao assunto?
  12. Você sabe controlar uma criança faladora, que conversa muito, sem que ela se ofenda?
  13. Você conhece o passatempo predileto e os problemas de todas as suas crianças?
  14. Você visita o lar de cada criança pelo menos uma vez por ano, e visita imediatamente o lar de qualquer uma que falte duas vezes seguidas?
  15. Em preparação para a aula, você localiza num mapa bíblico qualquer detalhe geográfico referente a lição?
  16. Você lê artigos e livros que tratam de educação cristã, e assiste de vez em quando, cursos ou seminários sobre assuntos referentes ao ensino?
  17. Você varia seu método de ensino, a fim de que os alunos permaneçam alerta, esperando o que virá em seguida?
  18. Sua vida cristã é pura e exemplar, no sentido de você não praticar atos que teria vergonha de contar às crianças?
  19. Você analisa seu trabalho, depois de cada aula, notando a reação das crianças, erros que você tenha cometido, e os bons resultados que conseguiu?
  20. Numa hora de desânimo, quando está ao ponto de querer desistir do trabalho, você vai logo à presença do Senhor, permitindo que Ele o encoraje e fortaleça?

80 a 100 pontos - Parabéns! Não há melhor orientador(a) do que você.
60 a 80 pontos - Você está fazendo um bom trabalho
50 a 60 pontos - Há necessidade de melhorar seu ensino
abaixo de 50 - examine-se diante do Senhor: "Estou fazendo o melhor para Cristo"?

domingo, 31 de janeiro de 2010

Ver o Belo

Texto de Walter Berner, 2001.

A beleza de tudo, e de todos, vias de regra, se define por sua imagem visível, "palpável", sem que se tenha consciência de que é preciso também enxergar, além do ver. Tanto uma obra sólida, como um trabalho escrito, encerra em si uma mensagem que nos alcança na medida de nossa predisposição à receptividade. Em outras palavras, é dizer: "para entender a arte é preciso conhecer o que está por trás da tela", ou ainda como se diz: "não importa o que falo, mas o que cada um ouve".

Assim é também ao contemplar-se uma escultura abstrata (abstrata?) Seus movimentos entrelaçados, sua textura polida e suave, suas formas vazadas mostrando seu interior. O acabamento refinado externo e interno. Seus movimentos místicos que permitem descobrir formas sugestivas, lapidadas, nascidas de uma pedra bruta.

Aprendi entender o conteúdo do abstrato na medida em que entendi a plenitude do conteúdo da alma.

O ser humano é como esta "pedra bruta". Pode estar polida externamente e bruta em seu interior. E inversamente é do mesmo jeito: Bruto externamente e "refinada" no seu sentimento, sua alma. Assim é a pessoa que convive conosco neste mundo, que está ao nosso lado no dia-a-dia de nossas vidas. Basta "enxergar a pessoa" que se consegue penetrar no seu interior, e "palpar sua alma, seu ser". Como? Palpar sua alma? Sim, num aproximar-se, no simplesmente ouvir, no afago, carinho, no tocar e abraçar, no demonstrar (incondicionalmente) o seu amor, sua compreensão, seu afeto.

A pessoa que anseia por esta aproximação carece de nosso ser "humano".

Mas tão importante como enxergar o nosso irmão, amigo, ou estrangeiro, é sem dúvida "enxergar-se a si próprio". E buscar o entendimento de si, do seu ser, é encontrar Deus dentro de você, para que conscientemente se possa encontrar o Belo em sua própria pessoa e naquelas pessoas com quem compartilhamos o espaço nesta vida. (Ef 4,22-27) "devereis abandonar vossa antiga conduta e vos despojar do homem velho, corrompido por concupiscências enganosas, para uma transformação espiritual de vossa mentalidade, e revestir-vos do homem novo, criado segundo Deus em justiça e verdadeira santidade". Isto mesmo, despojar-se do velho Adão e revestir-se de nova criatura, a criatura de Deus. O Deus do Amor.

Aí nossos olhos e corações, estarão abertos para nos enxergarmos juntamente com nossos próximos, para encontrar Deus.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Zeca e o Carvão - sobre o perdão

Autor desconhecido (recebido por email).

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.

Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.
Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho como está se sentindo agora?
- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Texto de Walter Berner, RJ, 2001.
Tema:
Palavra de Deus, oração, frequência aos cultos.

Este título parece estranho, mais parece aquelas piadas de salão..."Era uma vez um..." Mas vou contar o que se passa com este "Cristão e o Carro", e não pretende ser estória não..

Estamos aí, a ver e usar este veículo motorizado que ocupa grande espaço neste mundo, sem pedir licença nem dar chance a quem precisa de espaço para caminhar. Polui. Polui sim, e em todos os sentidos. Polui as plantas que ficam pretas de tanto pó sobre elas, nossos pulmões, o ar... Nem precisamos relacionar o quanto polui. Mas o mesmo carro também tem suas utilidades, que também não precisamos relacionar. E só para lembrar: "O carro não é gente, mas é veículo na mão da gente..."

E daí? Como é esta questão de "Cristão e o Carro"? Temos vários modelos de carro, não é? O carro baratinho; o bonitão; o incrementado, o mais charmoso; o menos vistoso; o mais quebrado; e o menos quebrado. O velho e o novo.

Todos no entanto são carros (dirigidos por gente). Todos são no entanto cristãos... Sim, todos são ocupantes deste paraíso terrestre que Deus nos concedeu, e nos confiou a plena administração, chamado globo terrestre.

Assim como o carro, hoje, somos sempre motivo de grande expectativa e admiração quando "nasce um modelo novo"; somos igualmente aquele "tio coruja, pai e mãe corujas", quando nos vem o pequenino novo anjinho para nossas casas.

Não é assim? E então, nesta vida que temos a graça de compartilhar, me parece bastante comparável com esta "máquina motorizada". Nós pessoas somos dotados de várias qualidades importantes: uma engrenagem que nos integra com uma comunidade; rodas que nos levam pelas estradas da vida; bancos que nos fazem ser acolhedores para quem nos procura; vidros que nos protegem do vento e frio ( e quanto "frio" às vezes recebemos em pleno verão!!), um motor que nos propulsiona; um volante que nos direciona. E o combustível, nosso alimento... Epa! "Péra lá" (espera lá)... Um combustível...

Isto daí nos faz parar num posto de gasolina para abastecer. Isto daí é fundamental, pois sem este combustível o carro não anda. Ele simplesmente para!!! Pára?
Pois é, nós, somos igualzinho: Se não nos alimentarmos...paramos.
Se não nos abastecemos, no "posto de combustível"...paramos.

Mas afinal, que posto é este? É a fonte da vida, meu amigo. É a Palavra de Deus. Podemos ser "o Cristão e o Carro" que quisermos, bonito ou feio, velho ou novo, mas se regularmente não nos abastecermos da Palavra de Deus, paramos. Se não vamos reconciliar-nos com Deus, se não fizermos periódicas revisões (a oração), se não nos "lubrificarmos" com os louvores e cantos, se não nos lavarmos espiritualmente, então o cristão começa primeiro a ratear, devagarzinho vai enferrujando. Segue um enguiço aqui e outro ali; depois uma parada no meio do trânsito, tumultuando tudo; por fim vem o "reboque" e o arrasta para o ferro velho: Para! Fim... A morte. A morte espiritual e depois a física. Por outro, se o cristão está constantemente se "ajustando", se abastecendo na fonte certa, aí haverá júbilo e caminhada feliz pelas muitas estradas da vida.

A vida é como a flor da primavera - radiante, porém curta.

Sim, curta, mas se bem cuidada, esta vida pode ser bela, radiante, duradoura, como o carro "antique" de nossa foto, um antigo Ford 1928, mas não velho... conservado, bem cuidado, razão porque ainda anda e transporta muitas pessoas.

Somente a Deus cabe decidir o termo desta vida. não devemos, portanto antecipá-lo.

Antecipar o termo desta vida é exatamente não se abastecer constantemente da fonte da vida, esta fonte que irradia luz, que nos renova, nos fortalece, e nos garante a vida plena. A vida saudável, física e espiritualmente que nos conduz à vida eterna.

(Pv 14,26-27) "Está no temor do Senhor a firme confiança que servirá de refúgio a seus filhos. O temor do Senhor é fonte de vida, para evitar os laços da morte."

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Com quantos paus se faz uma canoa?

Texto de: Walter Berner, RJ, 2002.

Um ditado antigo. Uma recomendação para refletir.

Se bem me lembro, José Mauro de Vasconcelos descreveu, em seu conto "Rosinha, minha Canoa" a canoa que nasceu esculpida a partir de uma árvore, e que navegou à beira de um rio, por muitos cantos e recantos, podendo apreciar a Criação. Este foi um livro que li na infância, e que ao longo da minha própria vida me fez pensar bastante.
Provérbios 22, 6: "Ensina uma criança o caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele".

Na nossa caminhada é bom lembrar deste dito popular. Desejamos um emaranhado de coisas, na ansiedade de buscar uma vida rica em realizações materiais, tornando-a cada vez mais comprometedora do que realmente conseguimos administrar. Não que os objetivos e anseios da vida não devam ser almejados, até bem pelo contrário: "É bom não encontrar a perfeição, anima-nos a busca-la". Penso assim. Penso também como a vida é estressante quando, a todo momento, se está em busca de bens literalmente supérfulos, que escravizam e que acabam alterando o sistema de vida, para apenas justificar, a utilidade do referido bem.

Compromissos, necessidades forjadas, ansiedades do ter. "Vez por outra pare e pense; pense e pare".

Sim, é de vital importância que estes anseios sejam precedidos de uma tranqüila reflexão. É de se entender que os recursos modernos, racionalmente utilizados, favorecem o desenvolvimento da vida. Certamente este procedimento encerra uma virtude muito grande. Saber que a reavaliação prudente conduz a uma economia material, física, e espiritual, sobre tudo uma vida sem estresse e saudável.

Rosinha a canoa, surgiu de um só tronco. A canoa nativa surgiu de um só tronco. Nossa vida também surgiu de um só tronco... Para que complicar?

Por mera conveniência e "tributo à praticidade", e em função das "necessidades prementes", a simples canoa foi ganhando novos elementos, uma série de acessórios e até novas formas. Foi crescendo até tornar-se um grande barco. Um barco tão grande e cheio de compromissos que agora para poder navegar necessita de uma tripulação, de um capitão, e até de um pessoal de apoio em terra.

Ah! Quanta gente, quanta coisa, para fazer esta "canoa apenas ser".

Sem dúvida que para atravessar o grande oceano é preciso ter estrutura firme. Para atravessar os mares da vida também. Mas que estrutura é esta que nos garante, mesmo em águas turbulentas?

O poeta escreve assim na sua linda canção (Negro Spiritual):
"Se as águas do mar da vida quiserem te afogar... Se as tristezas desta lida quiserem te sufocar... Se a jornada é pesada e te cansas da caminhada, segura na mão de Deus e vai!
Orando e jejuando, confiando e confessando; segura na mão de Deus e vai...
O Espírito do Senhor sempre te revestirá... Jesus Cristo prometeu e jamais te deixará:
Segura na mão de Deus é vai".
E diz o estribilho: "Segura na mão de Deus... pois ela te sustentará. Não temas segue à diante, e não olhes para trás, segura na mão de Deus e vai!".

Entalhar esta canoa, a canoa da vida, sugere o Salmo 37, 3-27, em especial o verso 5: "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e o mais Ele fará", e também os versos 23 a 27: "O Senhor firma os passos do homem (ser humano) bom, e no seu caminho se compraz; se cair não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão. Fui moço, e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado nem a sua descendência mendigar o pão. É sempre compassivo e empresta, e a sua descendência será uma bênção. Aparta-te do mal, e faze o bem, e será perpétua a tua morada".

A riqueza da vida não se faz com bens materiais, mas com abundância de fé, e pureza de alma.